segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Vazio

O barulho consome as energias da alma
O silencio despe-a de sentimentos
A luz dá-lhe a força da vida
O escuro alimenta-a de fantamas

A alma ...
Aquela que nos traz o desconhecido
Que não entendemos nem controlamos
Por vezes pensamos que é o coração
Mas esse comanda o corpo, não a alma

O calor do corpo aquece-a
Parece que de invisivel se transforma em vermelho vivo
A falta de amor escurece-a
Um cinzento de morte apoxima-se e esfria
A vida deixa de ser sentida
A cor é de rotina triste e vazia

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Ando triste. Com o peito cheio de saudade! Saudade que não cura.
Dizem que crescer também é aprender a viver com a dor. Pois eu acho masuquismo.
Crescer nada! É resignar e viver apesar de ... Mas doi. Doi sempre. E viver com dor não é bom!
A mim apetece-me gritar. E não grito porque me disseram que era feio. O caraças é que é feio.
Muito mais feio é viver sempre com dor.
Crescer é aprender a transformar as nossas dores em alegrias. Isso sim.
Doi porque perdi. Se doi é porque perdi alguma coisa boa. Se é boa devia estar alegre. Tive uma coisa boa!!!!
Estou feliz porque tive coisas boas. Pois estou ... mas doi perdê-las.
E é assim ... vivo com esta dor. E por isso ... ando triste.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Lá no infinito




Os contrastes dão-nos o equilibrio.
O calor e o frio indicam-nos a vida e a morte, que se entrelaçam no infinito.

Saudade de ti ... sweet pet

Olá Bloq, Bloquinhas, Bloq Maria ... nem sei como sabias que te estava a chamar. Eram tantos os nomes.
Afinal o teu nome era Harry Pablo Junior do Monte das Aves. Ficaste Bloq porque na altura que vieste viver connosco estavam a 'pegar moda' os Blogs. Mal eu sabia que um dia ía estar aqui a escrever-te. Mas estou. É estupido. Não consegui pôr nada sobre ti nas redes sociais ( estou a mentir porque hoje pela primeira vez fiz um comentário sobre a tua morte ), mas este canto é meu. Aqui escrevo o que me apetece. Se falo contigo quando olho para as estrelas, também posso escrever-te. Não? Pataratices, claro! Estou a escrever para mim. Como quando te dava festas, se calhar o prazer era mais meu do que teu. Mas tu deixavas e gostavas. E isso dava-me um prazer imenso.
O teu olhar, os teus gestos ... tenho tantas, mas tantas saudades.



Outro dia fui a Entalada. Como tu sabes eu adoro estar lá. Mas doeu-me muito tu não estares. Devia ter-te enterrado lá.Sempre disse que quero ser enterrada lá. Assim talvez um dia pudessemos voltar a conversar.
Tu também adoravas ir para lá. Nunca hei-de esquecer como corrias e saltavas quando abríamos a mala do jipe. Parecias tolo!!!!



E quando te cansavas, subias as escadas e ías para a nossa cama descansar!

Eu não sei se tu deste mais a mim do que eu a ti. Parte da minha dor parte disso. Eu adorava-te. E tu? Foste feliz?!



Aqui nesta fotografia, como em muitas outras eu acho que estavas feliz. Estavas a rir!
Olha esta ...



A tua morte levantou-me tantas questões. Porque eu gostava tanto de ti? Tratei-te bem? Porque olho para o ceu e falo contigo? Onde estás?
Hoje faz um mês que morreste. Não gosto desta palavra. Mas não gosto mesmo. Detesto tudo o que é definitivo.
Quero que estejas atrás de uma porta a olhar para mim.



Tenho saudades, muitas saudades. Adoro-te. Obrigada por tudo o que tu me deste. E se algumas das culpas que eu sinto são verdade ... desculpa-me.
Deve ser normal quando se perde alguém sentir culpas. Eu não sei. Nunca perdi ninguém que me fizesse sentir o que sinto pela tua perda.
É incrivel!!!!! Adoro-te meu fofinho! Um cão pode ser realmente um amigo!!!!!

Um dia vamos-nos encontrar lá
E saber o que é o depois.

sábado, 15 de outubro de 2016

Eras a minha sombra





Tornaste-te na minha sombra durante 13 anos.
Penso que muita gente deve achar ridicula a dor que eu sinto. Mas eu sinto. Não quero saber o que pensam e o que digam. 
Eras a minha sombrinha. Durante 13 anos esperas-te por mim sempre que sai de casa, fizeste-me companhia incondicional sempre que eu estava presente. 
Doi-me não saber se te tratei bem ou mal. Nunca me pudeste dizer. O melhor que eu podia fazer era interpretar os teus olhos. Doces, meigos, por vezes suplicantes. 
Eras o meu docinho. Que me atrapalhava os passos, sempre no meu alcance. 
Nenhum de nós é só carne e osso. Tem que existir uma alma que nos torna nestes seres com sentimentos. E tu tinhas sentimentos. Por isso a tua alma vai ficar sempre comigo. E enquanto não consigo viver em paz só com a tua alma, sem a tua presença fisica, vou deixar as minhas lágrimas correrem livremente.
Não sei a que se chama luto. Talvez porque nunca precisei de o fazer. Mas se é isto, é muito dificil. A dor é forte. Não vou reprimi-lo. Vou abraça-lo e deixar a dor envadir-me até que venha a paz. E aí vou saber viver com a companhia da tua alma e sorrir.
Adeus docinho ... vou aprender a viver sem a minha sombrinha ... até um dia.


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Janelas



Há janelas que se fecham,
há outras que se abrem.
Há também aquelas que estão sempre abertas,
embora nem sempre consigamos ver através delas.

O não ver não importa, se as conseguimos sentir.

Eu sinto a liberdade de quem já lá viveu,
de quem tinha que abrir as portadas para ver,
Mas que o frio do inverno, o calor do verão,
ou o cansaço do fim da jornada não deixavam.

A janela é pequena, mas eu vejo tanta coisa.




segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Para mim



Quando sentires que estás a fazer depender a tua felicidade, o teu equilibro, o teu amor, de outra pessoa alterar o seu ser ... para! Para logo!
Pensa, respira, vai ver o mar! E só saias de lá quando te entenderes contigo própria.
Não há maior amor do que aquele que recebe os outros como eles são. Se não és capaz... larga, vai embora, parte!


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