Penso que muita gente deve achar ridicula a dor que eu sinto. Mas eu sinto. Não quero saber o que pensam e o que digam.
Eras a minha sombrinha. Durante 13 anos esperas-te por mim sempre que sai de casa, fizeste-me companhia incondicional sempre que eu estava presente.
Doi-me não saber se te tratei bem ou mal. Nunca me pudeste dizer. O melhor que eu podia fazer era interpretar os teus olhos. Doces, meigos, por vezes suplicantes.
Eras o meu docinho. Que me atrapalhava os passos, sempre no meu alcance.
Nenhum de nós é só carne e osso. Tem que existir uma alma que nos torna nestes seres com sentimentos. E tu tinhas sentimentos. Por isso a tua alma vai ficar sempre comigo. E enquanto não consigo viver em paz só com a tua alma, sem a tua presença fisica, vou deixar as minhas lágrimas correrem livremente.
Não sei a que se chama luto. Talvez porque nunca precisei de o fazer. Mas se é isto, é muito dificil. A dor é forte. Não vou reprimi-lo. Vou abraça-lo e deixar a dor envadir-me até que venha a paz. E aí vou saber viver com a companhia da tua alma e sorrir.
Adeus docinho ... vou aprender a viver sem a minha sombrinha ... até um dia.
